sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

PERSPECTIVAS SOBRE O CINEMA AMADOR DE FICÇÃO NO BRASIL: O CASO DAS BORDAS

Este trabalho, publicado na Revista Laika, escrito em parceria com Alfredo Suppia, discute o conceito de cinema amador de ficção (Shand 2013) a partir da perspectiva do cinema de bordas brasileiro (Lyra 2009). O objetivo desta discussão é pensar possibilidades diversas de mapeamento da produção audiovisual circulante fora dos circuitos de legitimação e recepção institucionalizados, de forma a contribuir para uma história mais abrangente e inclusiva do audiovisual nacional. Nesse sentido, o cinema de bordas, enquanto método de abordagem, será relacionado à história do cinema amador brasileiro (Foster 2010; Foster 2013) e às discussões sobre o cinema amador de ficção em nível mundial (Edmonds 2013; Craven 2013).

Leia aqui o trabalho
Leia aqui a edição complera sobre Cinema Amador

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O horror como performance da morte: José Mojica Marins e a tradição do Grand Guignol


No texto da Revista Galáxia 28 que escrevi em parceria com Lúcio Reis, analisamos aspectos da trilogia de Zé do Caixão sob a perspectiva da encenação do horror originada na tradição do teatro francês do Grand Guignol (1897-1962). Discutimos também o modo como elementos gráficos do horror foram inseridos e reciclados nesses filmes, conforme mudanças de paradigmas no cenário internacional desde os anos 1960.



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Medo e Delírio no Cinema Brasileiro

Com muito atraso, divulgo aqui o site da mostra sensacional que rolou em BH, com curadoria de Marcelo Miranda e produção de Leo Mecchi.

Tem aqui o link para o site da Mostra:
http://medoedelirio.com.br/

E também:

Para o Catálogo:
http://medoedelirio.com.br/catalogo_site.pdf
Para a minha palestra:
http://vimeo.com/112230011
Para a palestra do Carlos Primati:
http://vimeo.com/110810245
Para o debate de Juliana Rojas e Gabriela Amaral Almeida com Rodrigo Carreiro:
http://vimeo.com/111335739

Divirtam-se!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Horror brasileiro no cemitério!

Este blog está vergonhosamente parado, e por culpa minha. Mas não pude deixar de compartilhar esta notícia, pois acho muito legal que Jean Garrett e John Doo já sejam hoje chamados de "clássicos" do horror nacional!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Câmera intra-diegética e maneirismo em obras de George A. Romero e Brian De Palma

 
 
Trabalho feito em parceria com o colega Rodrigo Carreiro, e apresentado no Encontro da Compós em 2014, no GT de Cinema.
 
 
Resumo: Em 2007, George A. Romero e Brian De Palma realizaram experimentos de ficção com o uso do recurso ao qual chamaremos neste artigo de câmera intra-diegética, que consiste na construção de narrativas audiovisuais através de registros feitos pelos personagens ou por dispositivos pertencentes ao universo ficcional. Os longas Diário dos mortose Guerra sem cortes, de Romero e De Palma, converteram-se em marcos para o cinema de ficção construído a partir desse recurso, justamente no ano em que aumentou massivamente a quantidade de filmes adotarem a câmera intra-diegética, originando um filão de cinema de aventura e horror que ficaria conhecido como found footagepor usar, na maioria das vezes, a premissa do "registro encontrado" para justificar a incorporação dos equipamentos de captação à narrativa. Neste artigo, sugerimos observar esse recurso como uma abordagem maneirista na ficção contemporânea, que tem, nas obras de Romero e De Palma, exemplos fundamentais.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Condado Macabro




Os filmes novos não param de chegar, e está difícil de acompanhar tudo. Confiram o site de Condado Macabro!

Em breve voltarei com mais informações!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Gata Velha Ainda Mia

O chamado "hag horror film", ou filme de bruxa (termo aqui entendido como adjetivo, e não substantivo), foi moda em Hollywood nos anos 1960, quando divas do período clássico já envelhecidas, como Bette Davis, Joan Crawford e Olivia de Havilland estrelaram filmes como "O que terá acontecido a Baby Jane" (Robert Aldrich, 1962) e "A dama enjaulada" (Walter Grauman, 1966).

Nessas produções, as atrizes encontravam trabalhos remotamente inspirados em dramas dos 1950 que tinham por referência filmes como "Crepúsculo dos Deuses" (Billy Wilder, 1950), no qual a estrela decadente Gloria Swanson, do alto de seus 51 anos, brilhava no papel da louca inesquecível Norma Desmond.

Em 2009, Peter Shelley, no livro "Grande Dame Guignol", compilou dezenas desses títulos realizados desde os anos 1960, começando por "Baby Jane" e chegando até filmes como "Louca Obsessão" (Rob Reiner, 1990) e "Mamãe é de morte" (John Waters, 1996). Por meio dessas obras, o autor propôs uma reflexão sobre o horror feminino no cinema, desde as vamps dos anos 1920 até as mulheres frustradas e velhas que dispensam suas últimas energias ao objetivo nada nobre de atormentar alguém - de preferência, outra mulher.

As questões referentes à clasisficação de gênero cinematográfico são obviamente problemáticas no caso do hag horror, mas ainda assim interesantes, e isso fica claro no longa de estreia de Rafael Primot, "Gata velha ainda mia" (2013), estrelado pela diva nacional Regina Duarte, hoje com 67 anos. Nessa produção pequena apoiada pelo Canal Brasil (custou cerca de 150 mil reais), o horror se anuncia, mas não é levado às últimas consequências.

(...) 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Celulares, de Jefferson De


 
Veja aqui o link para a matéria sobre o longa CELULARES, o novo filme de bruxaria
de Jefferson De, filmado em São Paulo e Santa Catarina.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Quando eu era vivo, de Marco Dutra



O público brasileiro já se acostumou a sentir arrepios – de admiração ou não – ao ouvir a voz da cantora Sandy Leah, desde os anos 1980. Arrepios de saudade ou vergonha também podem nos surpreender quando encontramos um boneco do Fofão, um compacto de Elizângela, alguma tapeçaria horrorosa emoldurada ou velhos registros familiares em VHS.

Exceto, porém, no caso de Sandy, que se consagrou como cantora pop, aqueles bonecos, discos, tapeçarias e vídeos tiveram que se contentar em sobreviver, esquecidos, nos velhos quartinhos da bagunça de muitos apartamentos.

Finalmente, em 2014, o novo filme de Marco Dutra, Quando Eu Era Vivo, nos deu um novo motivo para sentir arrepios diante da voz de Sandy e dessas lembranças ambíguas dos anos 1980 acumuladas em quartos de empregada (até que enfim!) desativados: o terror.
Leia na íntegra aqui o texto publicado na Revista Interlúdio

Outros links:
Assista ao trailer
Texto de Cid Nader
Texto de Fernando Oriente
Texto da Interlúdio sobre TRABALHAR CANSA, O SOM AO REDOR e OS INQUILINOS


terça-feira, 15 de abril de 2014

Para pensar o vídeo amador de ficção no Brasil: o "cinema de bordas"

Este trabalho discute o conceito de cinema periférico de bordas (LYRA, 2009) em diálogo com outros conceitos como o de cinema amador (ISHIZUKA; ZIMMERMANN, 2008; SHAND, 2008 e outros) e filme doméstico ou de família (ODIN, 2003; CRAVEN, 2009; NOGUEIRA, 2002 e outros). O objetivo dessa discussão é pensar possibilidades diversas de mapeamento das produções audiovisuais brasileiras não-institucionalizadas, de forma a contribuir para a constituição de uma história mais abrangente do audiovisual nacional.

Leia aqui