segunda-feira, 17 de maio de 2010

A REENCARNAÇÃO DO SEXO em imagens










Ficha técnica completa da Cinemateca Brasileira do filme A REENCARNAÇÃO DO SEXO (Luiz Castellini, 1981)

6 comentários:

  1. Laura, afinal de contas, o nome do sujeito se escreve Castellini ou Castillini?? Aparece dos dois jeitos em vários filmes, você sabe qual é a grafia correta?

    Sobre o filme, se tivesse mais REENCARNAÇÃO e menos SEXO, seria um belíssimo exemplar do horror brasileiro. Há que defenda que é uma recriação de E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER, mas acho meio forçaad de barra.

    O filme parece ter sido realizado sem que se pensasse muito em seu conteúdo, apenas no efeito das cenas (por exemplo, por que o casal que sofre a tragédia no começo depois passa o filme todo punindo outras pessoas que fazem sexo??).

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  2. Eu nunca tinha me ligado que o Castellini havia se baseado no "Decameron" até rever o filme do Pasolini esses dias. Pois lá também tem uma história em que a garota guarda a cabeça do seu amante morto dentro de um vaso de flores - só não tem reencarnação e nem a trama de terror.

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  3. oi, Primati! eu sempre achei que fosse Castilini, mas depois vi escrito "Castelini" nos créditos de algum filme (não lembro qual), e concluí que a grafia correta era com "e". mas não tenho certeza.

    sobre ter mais sexo do que reencarnação, eu acho que era uma contingência da época, pois o diretor (com quem tive o privilégio de conversar em 2004), é um cara que conhece e gosta de cinema de horror dos anos 1950-1970.

    mas, realmente, algumas coisas não deram certo, sobretudo o "off" da planta.

    quanto ao Decameron, a inspiração é mencionada em todas as sinopses do filme. mas o curioso é que, quando me contou sobre a concepção do filme, o Castelini falou muito pouco nisso, dando mais destaque à paixão dele pelos filmes da Hammer.

    enfim, com um pouco mais de grana e mais chances pra filmar, acho que ele poderia ter feito muito mais pelo nosso cinema de horror... e ele tem um outro filme bem estranho, INSTINTO DEVASSO, de 1982, que trata de um serial killer...

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  4. Não me incomodo nem um pouco quando um filme erótico descamba para o horror, como as produções do David Cardoso (PORNÔ, AQUI TARADOS, NOITE DAS TARAS...), mas quando um filme de horro apela para cenas de sexo para se tornar viável (é claro que isso era exigência do mercado da época), parece-me uma grande oportunidade sendo desperdiçada.

    Por isso, mais uma vez quero lembrar do Jean Garrett, que conseguiu inserir muitas cenas de sexo em A FORÇA DOS SENTIDOS sem comprometer o filme. Acho que é o filme brasileiro de horror/sexo que menos compromete seu conteúdo por questões de mercado. Aliás, quem foi ao cinema só para ver mulher pelada deve ter saído com dor de cabeça, de tanto que o filme carrega no clima, hehehe...

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  5. A relação com o DECAMERON do Boccaccio se resolve fácil, com esta sinopse do quinto conto da quarta jornada:

    "Os irmãos de Lisabetta matam o amante dela; o morto surge-lhe em sonho, e indica-lhe o lugar onde está soterrado. Ocultamente, a jovem desenterra a cabeça do amante; coloca-a num vaso de terracota de manjericão; sobre esse vaso, passa a chorar diariamente, durante uma hora por dia; os irmãos retiram-lhe o vaso; e, passando algum tempo, ela morre de pesar."

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  6. é, digamos que o filme "continua" a história do Bocaccio no ponto em que ela para...

    com certeza, vários filmes da Boca articularam melhor a entrada das cenas de sexo na trama (embora isso me pareça o ponto mais problemático de EXCITAÇÃO, por exemplo).

    mas acho a cena da morte com o consolo branco em REENCARNAÇÃO DO SEXO uma das mais "marcantes" do cinema de horror paulista... hehe

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